despalavreada
desaprendo a limitar essa correnteza de tudo o que é meu nos codificados,
na casca dos dizeres.
O que me transpassa a polpa jamais poderá ser traduzido.
O tempo todo me monstro.
Esse vício de significar os fluxos não é comigo, ele conduz e silencia o instável estar dos corpos, as respirações, os trimiliques.
E mutilamos nossos momentos ao cifra-los.
O que transborda não é coisa, não é sereno nem nada que conheça o mundo das palavras. É mais
que uma coceira no espírito, que um espreguiçar anil em plena bahia.
Nem febre de mil pássaros dentro de um só ventre de carne humana.
Palavra não da conta, não da cume ou cratera,
o sentir nao quer vocabulário. Grunhe, apenas.
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
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