segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Cachola Quixotesca

Que em sua fluida existência
Não toca
Nem com muito esforço,
A ponta da cauda das gentes-cardumes

Que ora expõe
Seus queixumes,
E sob violáceas tardes, traça
Tecidos de argamassa
Seus devaneios pontiagudos

Da mulher dentuça
As escamas antigas.

Ela, que de humores vem sortida,
Leva-se numa frequência própria
Tão distinta desta escandalosa correnteza...

Corrente, não!

Cor-ren-te, sim...
Adjetivos,
Na cuia do existir, os prefiro.

Cachola Quixotesca,
Diz-me silêncio?
Fechou-se o portal,
Compreendo.

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