quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Escutamos o barulho do trem
a atravessar o meio da neblina das 4:50 da manhã
eu e Matilda, a gata
sobre nosso colchão

A noite tranquila, perdi o medo de estar sozinha
É uma paz
Mesmo pobre, e às vezes, faminta

Olho para as roupas desalinhadas sobre a mala de viagem
A casa minúscula sem mobília
E agradeço por poder ser simples
Por ter tempo de vadiar sobre as estrelas
Pelo pôr-do-sol de ontem
Pelo pôr-do-sol de amanhã

Por saber-me imperfeita
Como as montanhas erodidas
E que tudo dança debaixo do sol

Identifico-me com a ambição das plantas
Com as vontades dos animais


Um comentário:

  1. "Identifico-me com a ambição das plantas
    Com as vontades dos animais" É simplesmente bárbaro!

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