Tô bem.
Comprei algumas galinhas, elas criaram dentes e comeram meu juízo, minhas roupas e meu cabelo.
Encomendei dentaduras... e plumas. Estou grávida de ovos por chocar na mente.
Vivemos sem voar, nós animais alados, no quintal, saudando-nos, nesse idioma animalesco, a cabecinha em direção ao milho, espalhado pelo chão, e o milho em direção à cabeça.
Na superfície há o que ciscar.
Há cumprimentos sacudidos pelo ar, ecoando eloquentes, entre milhos-galinhas-galinhas-
Há barulho, e só.
Uma pena, embaixo do sol, gema amarela... o lirismo é só um punhado de sílabas amorfas, amarfanhadas.
Cínicas cordialidades, ah, as galinhas vão bicando essas incoerências... em vão... se alimentam...
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