domingo, 15 de março de 2015

café azul





o espanto turquesa ao perceber-me viva

sobre o ombro de gilberto gil,

entardecida



líquida no sofá ultramarino

olhos nos telhados explícitos



sinto o cheiro do estojo de lápis-de-cor,

longínquo



a novidade absurda de estar em carne,

no início

ciliada criança, repentina

protegida pelos monstros olhudos

- que criei, muy simpáticos -




  no papel sulfite








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Um comentário:

  1. novidade de estar em carne?
    texto e imagem de quem sabe
    os caminhos de ser (e saber contar)
    ainda que protegida por monstros olhudos
    como ser espanto,
    como ser tanto (em seu canto?)
    como ser
    tanto!!!

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